
Entre os dias 9 e 12 de setembro, o ator e membro do TEAF, Ronaldo Adriano, participou do ENCONTRO NACIONAL DE POLÍTICAS PARA O TEATRO, promovido pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes) em Fortaleza, representando tanto o Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF) quanto o município de Alta Floresta e o Estado, já que, foi o único ator convidado para o evento. O Encontro foi realizado através de uma parceria com a Secretaria Estadual de Cultura do Ceará e a Secretaria Municipal de Cultura de Fortaleza e contou com a coordenação metodológica e de produção Marcelo Bones e Ângela Mourão, do Teatro Andante (MG).
O Encontro reuniu mais de 50 artistas e profissionais do setor, de todas as unidades da federação, indicados por entidades e associações representativas. Que, durante a programação, dialogaram sobre “questões como fomento, financiamento, espaços de participação social e fortalecimento da dimensão pública do teatro brasileiro”, consolidadas em uma carta coletiva com os resultados das reflexões e a afirmação de “um protocolo de intenções com foco no fortalecimento do trabalho continuado de grupos de teatro do país”, por parte da Funarte, Secult Ceará e Secultfor, destacando a presença da presidenta da Funarte, Maria Marighella, o diretor-executivo, Leonardo Lessa, e a diretora do Centro de Teatro, Aline Vila Real.
Ronaldo Adriano destaca a importância do evento e o quão significativo foi o chamamento para a participação e estar presente neste encontro. “É uma forma de alento ao percebermos de cá, distante dos grandes centros e da luta incessante no e para o teatro em Mato Grosso (mais especificamente, no interior de Mato Grosso – em Alta Floresta). Alento porque da perspectiva desse pedaço de Brasil, vemos, em grande parte do tempo, um Brasil que está com as costas voltadas para nós. “Cuidando” muito mais dos grandes centros de regiões como o Sudeste. Isto, falando de políticas para o teatro, pois se o assunto fosse agro e substituição de florestas e cerrados por campus nus, a caminho da desertificação, o enfoque é justamente o oposto”.
Para o ator, o Encontro é um marco, pois, “fazer política pública verdadeiramente democrática pressupõe coragem para os embates, críticas e capacidade de diálogo para uma construção coletiva. Um milhão vezes um governo com falhas e contradições que tem coragem de debater com os setores do que os covardes fascistas e autoritários que se furtam ao debate e atuam contra os direitos básicos de todos e todas nós, inclusive contra o direito à arte e cultura”, afirmou. Nesse sentido, enalteceu a atuação da FUNARTE na realização do Encontro, reforçando também a necessidade de integração de mais representantes do Estado nas discussões, dada a diversidade de realidades do nosso Estado.
Por fim, o representante de Mato Grosso no ENCONTRO NACIONAL DE POLÍTICAS PARA O TEATRO destacou a ação de produção de um documento extremamente relevante para a arte e para cultura. Ronaldo explica que “tive o privilégio de ombrear fileiras com grandes referências do teatro brasileiro, e produzimos a “Arte contra o Fascismo: Ou de Como o Teatro pode subverter a lógica da “loteria”. Uma Reflexão do Encontro Nacional de Políticas para o Teatro”, onde compilamos propostas para curtíssimo, curto, médio e longo prazo para o Teatro Brasileiro que demandam um esforço nos níveis Federal, Estadual e Municipal. Muitas das propostas veem de longuíssima data, mas que nós do teatro não perdemos a esperança de um dia ver acontecer”, e conclui a afirmação destacando a necessidade de realização de novos encontros e o a manutenção do compromisso feito no Encontro em efetivar as propostas e demandas do teatro brasileiro.
Mequiel Zacarias Ferreira – ASCOM/TEAF